domingo, 22 de maio de 2011

Etnofotografia - Nosso Bairro Nossa Gente

O principal motivo pelo qual criei o blog foi para postar as fotos solicitadas nas atividades do meu curso de fotografia, e até então não coloquei nenhuma delas aqui, e isso aconteceu justamente pelo comentário que fiz no primeiro post, estas fotos não envolvem pessoas, tampouco emoção, e ainda como uma fotógrafa amadora as imagens não são inovadoras nem criativas, nada que alguém olhe e diga: "Nossa, que foto maravilhosa"!! Mas enquanto eu não chego lá, vou postando o que estou produzindo mesmo, é uma boa maneira de avaliar o meu desenvolvimento.

As fotos a seguir foram solicitadas pelo fotógrafo Emídio Luisi que ministrou um workshop através do Instituto Carrefour sobre Etnofotografia. Foram 4 quartas feiras nas quais este experiente e renomado fotógrafo apresentou o conceito, a beleza e a riqueza de contar a história de um povo através de imagens.

O tema é abrangente, pois há muito o que se retratar para contar a história de um povo, costumes, pessoas, objetos, culinária, música, mas o que eu escolhi para contar parte de história do povo mogiano foi a arquitetura, abaixo seguem as imagens captadas com um breve resumo e observações.






Igreja Matriz de Sant'Anna
Construída no mesmo local, onde foi erguida a primeira capela do povoamento, e em 1902 foi eregida uma igreja destinada a Padroeira Sant'Anna. Em 1952 foi idealizada pelo Monsenhor Roque Pinto de Barros, Vigário da Paróquia, uma nova igreja matriz. O projeto de sua construção foi inspirado na arquitetura romana dos primeiros templos cristãos, sua fachada compõem-se de um corpo central, correspondente a nave principal, ladeado por duas torres. Um conjunto de três pórticos em arco sobressai-se na formação do adro externo. Sob a torre direita localiza-se o batistério. A Igreja Matriz de Sant'Anna, marca o Centro Histórico inicial da cidade de Mogi das Cruzes.






Igrejas do Carmo
Exemplar de arte religiosa do fim do século XVIII em São Paulo. A igreja da Ordem Terceira tem especial interesse pela pintura de seu forro, de autor desconhecido, que juntamente com as da Matriz da Candelária de Itú e as da Ordem Terceira do Carmo da Capital de São Paulo, caracterizam a pintura paulista do período anterior ao auge do café. As igrejas tiveram as obras de restauro iniciadas na década de 70 com a colaboração da Prefeitura, e foram concluídas em 1984. A Igreja da Ordem Terceira possui notável retábulo em madeira entalhada, no Estilo Barroco-Rococó, com o forro da nave possuindo primorosas pinturas ilusionistas no estilo das igrejas barroco-mineiras. Maravilhosa também é a pintura do forro da sacristia, de estilo apurado, com detalhes de influência asiática. Ambas as igrejas foram tombadas e restauradas pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)








Theatro Vasques
A idéia da construção nasceu do movimento de um grupo de mogianos, que arrecadaram o dinheiro necessário vendendo ações. A pedra fundamental foi lançada em 19 de setembro de 1901 e o Theatro foi inaugurado em 06 de dezembro de 1902. Com o advento do cinema e o declínio de certos espetáculos teatrais, o Theatro Vasques acabou tornando-se sede da Câmara Municipal de 1936 a 1937, quando foi fechado pelo Estado Novo, e só foi reaberto em 1948 para abrigar novamente a Câmara Municipal. A partir de 1980, o teatro é reformado e reinaugurado, como Teatro Municipal “Paschoal Carlos Magno”. Após nova reforma em 2002, o Teatro volta a chamar-se “Theatro Vasques”. O projeto original do edifício, cenografia, pintura e distribuição interna, inclusive os camarins, foram confiados ao ator Roque de Castilhos, ex-aluno da Escola Politécnica do Rio de Janeiro.














Fonte: http://www.comphap.pmmc.com.br

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