
Acredito que pelo gosto peculiar, se tivesse um gosto mais popular com certeza não teria encontrado seu lugar ao sol entre tantos excelentes fotógrafos no mercado.
Abaixo seguem alguns trabalhos e seus respectivos autores que Mascaro aprecia, achei particularmente
interessante o fato de falar mais do que o influenciou, dividir sua admiração para com os outros fotógrafos do que falar do seu próprio trabalho e trajetória, achei de uma humildade ímpar, fica aí a dica para profissionais de todas as área: Humildade é Tudo!
HORACIO COPPOLA
Amante e estudante da fotografia desde a infância, foi influenciado e inspirado por seu irmão Armando,que também era fotógrafo. Sua escola resumia-se à sua família: irmão fotógrafo, pais músicos e filósofos. Repleta de experiências culturais, sua convivência familiar proporcionou-lhe um breve estudo de sua futura profissão.
Viajou a Europa dedicando-se, inicialmente, à cinematografia.Através desse estudo, Coppola adquiriu um vasto conhecimento sobre o uso da luz. Em 1927, aplicou tudo o que aprendera em seus primeiros trabalhos.

MARCEL GAUTHEROT
Fotógrafo francês, o mais brasileiro deles. Aportou em terras brasileiras na década de 40. Viajou o Brasil inteiro, proclamando que vida de fotógrafo é, antes de tudo, a vida de um viajante. Sua coleção fotográfica, a maioria a preto e branco, é um dos mais importantes textos visuais sobre o Brasil entre as décadas de 40 e 60, período de maior atividade do fotógrafo. De fotografia ele sabia tudo e fazia muito mais do que simplesmente documentar, criou uma linguagem, uma autoria, uma assinatura própria que faz de suas imagens uma verdadeira arte. Gautherot foi grande parceiro de Niemeyer, e hoje é impossível falar de arquitetura moderna brasileira sem recorrer às suas imagens.


THOMAZ FARKAS
Húngaro de nascimento, Thomas Farkas veio para o Brasil quando criança, em 1930. Seu pai foi sócio fundador da Fotoptica, empresa que também viria a dirigir. Iniciou sua carreira de fotógrafo na década de 1940 e foi um dos mais expressivos membros do Foto Cine Clube Bandeirante. Em sua obra destaca-se o registro da construção e inauguração de Brasília. Criou em 1979 a Galeria Fotoptica em São Paulo, destinada exclusivamente a exposição de fotografias.Nesta imagem, Thomaz registrou a sombra do amigo e também fotógrafo José Medeiros.

ROBERT FRANK
Entre os anos de 1955 e 1956, um jovem suíço viajou pelos Estados Unidos registrando um país que nem os próprios americanos reconheciam. Essas fotos seriam lançadas no livro The Americans, um clássico do fotodocumentarismo mundial, que se tornaria referencia no gênero.

Picasso fotografado por Robert Frank
ABELARDO MORELL
Nascido em Cuba em 1948, e radicado nos Estados Unidos da América, é considerado um dos fotógrafos mais inovadores de um grupo de fotógrafos vanguardistas. A fotografia mais conhecida de Morell, Light Bulb (Lâmpada) de 1991, ilustra o enigma da fotografia de modo tão simples que induz a ironia. Uma lâmpada em frente de uma lente que brilha intensamente; a lente é fixada com fita adesiva a uma caixa de papelão que serve de câmara; uma imagem invertida da lâmpada aparece na parte de trás da caixa, onde esperaríamos encontrar o filme. Esta parábola remete-nos para a ideia da fotografia pinhole, onde Morell procura a transformação mais primitiva e mais notável da fotografia.
Nesse mesmo ano surge a série Câmara Obscura que foi inspirada por um desejo em demonstrar o princípio da câmara obscura (literalmente, um quarto escurecido) aos seus alunos da universidade onde leccionava. Porém, esta série foi também (grandemente) influenciada pelo seu filho Brady, cuja visão infantil levou Morell a revigorar o seu próprio olhar infantil e torná-lo objeto do seu trabalho fotográfico.
No século XXI, a fotografia já percorreu um grande e mutativo percurso. Devolver à fotografia o seu estado de inocência após a sua queda na alienação não é uma tarefa fácil, mas Morell sugere que é possível. Mais importante ainda, a sua obra demonstra que vale a pena fazê-lo.


ROBERT POLIDORI
Fotógrafo canadense, ele traz um olhar há muito esquecido nas páginas dos jornais, fotografa as marcas que as tragédias deixam nas casas, nas paredes. De acordo com uma linguagem onde o fotográfico é o sujeito, ele nos apresenta grandes espaços vazios, abandonados pela presença do homem depois das tragédias. A imagem abaixo foi feita pós a enchente que devastou New Orleans em 2005.
Gostei muito do que vi e ouvi no Fórum, Mascaro falou de muitos outros fotógrafos brilhantes, assim como de José Medeiros, sim o dono da sombra da foto de Thomaz Farkas, mas fica para um próximo post.

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